quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O que já esperávamos da realização do Mergulho?
Esperávamos ter uma rejeição das pessoas nas pesquisas, devido ao horário (antes do almoço), mas quando nos identificamos o povo demonstrou confiança.
- O que nos surpreendeu na realização do Mergulho?
Não nos surpreendemos muito pois já fazemos muitas pesquisas na comunidade, tanto que usamos muitos dados que nós já dispúnhamos no nosso banco de dados
- O que já esperávamos encontrar nos dados levantados?
Encontramos os contrastes, muitas crianças nas ruas, as mães reclamaram quanto a ausência de creche e os jovens procuram cursos de qualificação profissional
- O que nos surpreendeu em relação aos dados levantados?
Muitas jovens sem formação profissional e já são mães prematuramente.
Comunidade São Remo

Comunidade São Remo
Situa-se no Municipio de São Paulo, no bairro do Butantã, na zona oeste de São Paulo.
Há mais de 40 anos a comunidade começou a se formar em um terreno que pertence à Universidade de São Paulo, nesta época haviam cerca de 500 famílias. Hoje a comunidade possui mais de 9.000 habitantes.
Segmentação da população
2,5 % idosos
37,5% adultos (12,5 % homens, 25 % mulheres)
25 % adolescentes e jovens
35 % crianças
Expectativa de vida
75 anos
Maior causa de mortes na comunidade
Doenças crônicas
Histórico da conquista da infra-estrutura na Comunidade e sua situação atual
Água
Segundo relato de antigos moradores, há trinta anos a água era retirada de uma bica, onde atualmente está localizado o Hospital Universitário da Universidade de São Paulo.
Na época existia um morador, este tinha uma carroça com que fazia entregas de água para os moradores em troca de uma “caixinha” – valor simbólico pela prestação de algum serviço.
A água encanada e tratada pela Sabesp (Sistema de Abastecimento do Estado de São Paulo) somente chegou na comunidade no ano de 1982. O serviço foi instalado após muitas reivindicações dos moradores e movimentos populares organizados juntamente com favelas da região.
Hoje todas as casas da comunidade possuem água encanada.
Energia elétrica
No início da construção da comunidade os moradores usavam luz de vela, lampião de gás e “gambiarra” – ligação ilegal, feita diretamente dos postes de energia elétrica.
A energia elétrica somente chegou no ano de 1982, conquistados também através de movimentos populares das favelas da região. Hoje, todas casas possuem energia elétrica, porém muitas ainda são devido às gambiarras.
Rede de esgoto
Até 1992 o esgoto das casas eram despejados em céu aberto ou em fossas – aberturas profundas no solo para depósito de esgoto. As fossas causavam muito constrangimento aos moradores, o calor aumentava o mau cheiro. O esgoto a céu aberto também trazia problemas como doenças e ratos.
Após a reivindicação de moradores em 1992 foi instalada a rede de esgoto. Mesmo com a instalação da rede de esgoto ainda existem problemas com o mesmo. Por falta de recursos ou desconhecimento, alguns moradores fazem instalações inadequadas para o escoamento do esgoto ocasionando vazamentos a céu aberto.
Além disso tem um "riacho" na parte de baixo" da comunidade.
Asfalto
Até 1992 os moradores da comunidade enfrentavam problemas com a falta de asfalto. As ruas eram de terra, os moradores contam que para ir trabalhar era necessário trocar os sapatos ao chegar no asfalto. Algumas medidas foram tomadas para tentar remediar a situação como cimentar os becos e portas das casas. Hoje quase todas as ruas são asfaltadas.
Moradias
Após a chegada de água, energia elétrica e esgoto as casas da comunidade começaram a substituir sua construção de madeira por alvenaria. A reconstrução das casas valorizou as mesmas e também aumentou os cuidados dos moradores com higiene, saúde, etc.
“Ter uma casa de alvenaria deixa as pessoas mais preocupadas com a limpeza e também aumenta sua auto-estima ao ter uma condição de moradia melhor”, comentou uma moradora em pesquisa sobre a história da comunidade.
A partir daí os moradores passaram a procurar outras melhorias para suas moradias como colocação de cerâmicas, pintura, etc.
Educação
Os moradores da comunidade possuem um baixo nível educacional, sendo a maior parte da população semi-analfabeta. Isso porque a maioria dos moradores trabalham para a aquisição de seu sustento
faltado tempo para se dedicar ao estudo. Além disso, muitos moradores preferem executar o trabalho braçal, por falta de qualificação profissional ou o comodismo e a mentalidade de que não compensa estudar, pois não vão conseguir outro trabalho.
Essa mentalidade tem afetado a crianças que desde cedo desinteressam em freqüentar a escola.
Situação educacional na comunidade
Crianças do ensino fundamental I
Idade correta para o término: dez anos de idade.
Porém uma parcela das crianças somente consegue terminar com doze ou treze anos de idade
Muitas crianças passam para o nível do ensino fundamental como semi-analfabetos
Adolescentes e jovens no ensino fundamental ciclo II
Idade correta para o término: quatorze anos de idade.
Porém se pode encontrar jovens com dezesseis ou dezessete anos que ainda não concluíram o ensino fundamental ciclo II
Terminam o ensino fundamental ciclo II carregando muita defasagem e ao ingressarem no ensino médio muitos desistem de estudar.
Adolescentes e jovens no ensino médio.
Idade correta para o término: dezessete anos
Nem todos os jovens conseguem concluir o ensino médio, os motivos são vários: ingresso no mercado e trabalho, desistência, falta de incentivo.
Dos estudantes matriculados no ensino médio, poucos conseguem sair preparados para prestar vestibulares em universidades públicas. A alternativa para estes jovens são os cursos preparatórios para o vestibular.
Universitários
Dos jovens que cursam a universidade, a maioria só conseguiu ingressar após completarem mais de 25 anos. Os motivos são: falta de recursos financeiros, defasagem escolar que dificulta a entrada em uma universidade pública e necessidade de priorizar o trabalho deixando o estudo em segundo plano. Outro fator que contribui para a entrada tardia do jovem na universidade é que os mesmos só percebem a importância do ingresso na universidade após verificarem que precisam ter uma formação melhor para mudar de emprego, aumentar seus salários, etc.
No total existem 17 jovens que cursam o ensino superior, destes 17 somente um estuda em universidade pública, os demais são alunos de universidades particulares na condição de pagantes ou bolsistas.
Formados ou graduados
Somente contamos com um morador formado na faculdade de educação fisica UNIP
Melhorias na comunidade
As melhorias de infra-estrutura, educação e saúde na comunidade se deram a partir dos anos noventa. Com a chegada do asfalto, muitos moradores começaram a investir na melhoria de suas moradias.
Infra-estrutura, Melhorias feitas a partir da chegada da infra estrutura
Água
A água era retirada de uma “bica” existente no local onde atualmente o Hospital Universitário- Diminuição considerável de doenças causadas por falta de higiene.
- Compra de eletrodomésticos que facilitam a vida como: máquinas de lavar roupas.
- Aquisição de caixas d’água, diminuindo a falta de água na comunidade.
Asfalto
As ruas eram de terra e algumas tinham pedras de cascalho que duravam pouco tempo, moradores cimentavam becos e vielas para facilitar o trânsito pelo mesmo.
- Facilitação do trânsito de veículos e moradores dentro da comunidade.
- Ruas se transformam em espaços de lazer melhores, uma vez que não havia muita opção para os moradores.
- Valorização do espaço físico, moradores começaram a investir na melhoria de suas residências, substituindo as casas de madeira por alvenaria.
- Melhora na higiene das residências, porque seus moradores não traziam mais barro das ruas para as casas.
- Maior limpeza das crianças porque as ruas onde brincavam foram asfaltadas.
Rede de esgoto
As casas possuíam fossas dentro das mesmas. Durante o calor as fossas exalavam um mau cheiro. Além disso, o esgoto correia a céu aberto.
- Instalações sanitárias das residências ficaram mais higiênicas.
- Mau cheiro vindo dos esgotos a céu aberto diminuiu.
Casos de desmoronamento de chão diminuíram
Energia elétrica
Eram utilizadas: luz de vela, lampião de gás e ligações clandestinas em postes de energias próximos
- Diminuição dos riscos de incêndio causados por velas.
- Casas receberam relógio de luz, pagando a taxa mínima, assim as famílias adquirem também os comprovantes de residência.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Promover por meio de oportunidades educacionais a inclusão social, econômica e cultural e a emancipação política de comunidades de baixa renda de uma forma integrada, auto-dirigida e auto-sustentável.
Valores
Conseqüências, Organização, Respeito as diferentes capacidades, Objetividade Responsabilidade,Vontade, Legalidade, Multiplicação, Respeito à comunidade, Economicidade, Estabelecer trabalhos em grupos,Comunicação, Equilíbrio familiar/ profissional, Visão uniforme do Projeto, Reciclagem do conhecimento e atualização continua, Não sobrecarregar-se com tarefas, Pontualidade, Imparcialidade político/ religiosa, Direito de falar e ouvir.
Parceiros
Alavanca Deutschland (Associação na Alemanha), SENAI, Rotary Chacara Flora, IBICOS (empresa de consultoria de informática na alemanha), Centro de Voluntariado de São Paulo, CORRA ("Colégio Ricardo Rodrigues Alves", onde temos 05 bolsistas), CDI - São Paulo, lefosse, linklaters - projeto de orientação profissional
Relação de Inclusão Digital e Inclusão Social
1. Dando acesso à cultura, educação, economia e lazer pelo estabelecimento de programas sócio-educativos e de geração de renda nas comunidades pobres,
2. Promovendo o acesso das classes pobres a instituições de educação e cultura "fora do seu alcance"
3. Contribuindo para a melhoria do ensino público
4. Desenvolvendo programas de formação cidadã e sensibilização junto a classes mais elevadas, visando a redução de pré conceitos e a aproximação de todas as partes. Esta aproximação julga-se necessária para que as classes que integram o povo brasileiro cada vez mais se enxerguem como "irmãos" e juntamente promovam políticas públicas mais justas e igualitárias.
5. Oficinas de Informática - Básica e Avançada
6. Programas de Formação Profissional
Um pouco da História
Projeto fundado por uma intercambista da FEA, Daniela Mattern, com início das atividades em meados de 2003, com uma família, em 2004 já com mais voluntários intercambistas da FEA USP e voluntários da própria comunidade passa a ter aulas de alfabetização e acompanhamento escolar num espaço emprestado por uma outra ONG que tinha outro público alvo (crianças menores), em 2005 é fundada juridicamente e posteriomente é fundada a mantenedora na alemanha para captação de recursos. Hoje temos uma sede comprada dentro da comunidade São Remo, com recursos de uma empresa Alemã. Temos um projeto para construir uma escola profissionalizante dentro da própria comunidade onde pretendemos capacitar os jovens da comunidade para o mercado de trabalho.
O que move meu trabalho como educador é saber que eu posso compartilhar o que eu sei e o que eu aprendo. Estou sempre em busca de conhecimento, pois sei que as coisas mudam constantemente, ainda mais se tratando de tecnologia, e quem pensa em ensinar e não se atualiza é uma fraude.


